Paradigmas da web 3.0

A web semântica (3.0) está chegando com a premissa de organizar o caos de informações criado pela web 2.0. Uma das novidades é o HTML 5 que promete deixar o HTML mais semântico.  A organização das informações, etiquetando elas, permite que esse conteúdo seja reutilizado, remixado, redistribuído. Isso já ocorre hoje e  foi incorporado total a web 2.0, talvez seria uma web2.5.

Vamos entender a Web 3.0?

Para migrar para web 3.0 ainda falta um pouco de colaboração entre os sites e ferramentas online. Um pensamento mais opensource. Um exemplo para entender a web3.0 seria a simplificação de uma tarefa que deveria ser simples e hoje não é na web. O individuo após decidir seu destino para Paris, preencheria quais requisitos para o seu voo, que tipo de hotel gostaria de se hospedar e por quantos dias. após isso o sistema automaticamente daria a melhor opção de voo e de hotel, mesmo sem estar em um pacote, dentro dos requisitos anteriores clicando no botão seria feito o pagamento simultaneamente para as duas empresas diferentes via paypal, ou outro sistema semelhante. (Veja que essa idéia seria diferente de um pacote de viagens, seria um pacote de viagem personalizado e automatizado, sem que as empresas precisassem entrar em contato uma com a outra.)

Essa tecnologia será possível de ser usada quando as informações dos sistemas web forem livres usando XML e/ou APIs. No exemplo acima seria necessário que a maioria dos hotéis e empresas de aviação disponibilizarem as vagas disponíveis com preços e horários para que isso fosse possível.

O que mais a web 3.0 deveria fazer

Vivemos em uma transição do modelo de cultura de massa para o modelo de pós-massa, ao mesmo tempo a computação pervasiva vem se consolidando, invadindo e facilitando nosso dia-a-dia. Além de ser gerada muita informação a cada segundo, é também gerado muito conhecimento. No caso do conhecimento (artigos, wikis) cada link aberto te redireciona para no mínimo mais 3 links todos com informações relevantes para a construção do conhecimento sobre um assunto que você quer saber mais.

Organizar a informação é importante para que se perca menos tempo com informações não relevantes, mas quando se trata de conhecimento todas as informações são relevantes.

Como fazer para diminuir o fluxo de informações sem prejudicar a construção do conhecimento?

Essa é um a resposta que a web 3.0 deveria trazer consigo.

Na minha visão:

  • ser mais objetivo na redação para web, para que se perca menos tempo em cada página
  • seguir sempre uma linha na web, foque-se em conversar sobre uma macro-área na web, ou seja não fale de gatos de você lida com cachorros, a não ser que tenha alguma relevância para a construção do conhecimento sobre cachorros
  • criar semântica para os tipos de links e uma forma de identificar seu tipo antes de clicá-lo (wikipedia – referencia, estadão – notícia, vdm – curiosidades, e assim por diante)
  • organizar as abas dos navegadores  e agrupá-las por semelhança
  • RSS por tipo de conteúdo – tem sites “grandes” que ainda não tem isso
  • ignorar totalmente parked domains, e acabar com essa prática irritante

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  • Guiherme

    Acho que me expressei mal. Quis dizer pra não transformar a página num lugar passageiro, rápido, mas procurar “fidelizar” o usuário. Quanto à questão da informação há de se pensar. Ética até hoje eu só vi em discurso.

  • edyd

    Na última frase do seu comentário você disse “[..] dar à página a cara do usuário, não jogar com o fluxo informacional da web.”, eu entendi como diminuir o nº de links externos. Não transformar o modelo de postagem de blog em um modelo de postagem como o twitter, em que se fala pouco e se complementa com um link.

    Na redação de um texto maior para os blogs, como você propôs, pode causar uma omissão de fontes. Que eu sou a favor, se não há nada para contribuir com o assunto discutido, para diminuir o número de abas que o usuário necessita abrir. É ético isso? Eu acredito que sim, pois a informação é livre.

  • Guiherme

    Não entendi direito tua relação entre número de links e fonte de informação. Quando falo de fluxo me refiro à velocidade da circulação da informação na web, numa simulação de tempo-real.

  • edyd

    Legal a sua idéia de territorialização. Ajudaria a diminuir o nº de links, e com certeza fidelizaria mais o conteúdo. Mas e o problema da fonte de informação? Teria que no final de cada post, colocar igual uma penca de links. A não ser que se parta da idéia que a informação é livre, mas daí já dá um embate com a ética. É ético omitir a fonte? Acredito que as vezes não é necessário citar a fonte, principalmente quando apenas usa-se um texto como referência para construção de um próprio texto. Quando há trechos com mais de uma linha de um texto de outra pessoa, daí acredito ser necessário colocar a fonte.

  • Guiherme

    Interessante e ousada a ideia de organização da informação. No ciberespaço, reflete a ordenação do próprio mundo. Ao meu ver, a navegação mais rápida só aumentaria a entropia. A proposta de uma navegação facilitada e inteligível deveria permitir o espaço para que o leitor se aproprie do conteúdo. Logo, acho que a redação não deveria diminuir o espaço de tempo em cada página, mas sim aumentar. Numa tentativa de fidelização e territorialização, dar à página a cara do usuário, não jogar com o fluxo informacional da web.

    Abraços,
    Guilherme

    PS: tá bizarro escrever com letra branca sobre esse fundo azul piscina sahuhsausu